Desde Laboratório Proyar queremos compartir con ustedes la 1º parte de un artículo exclusivo para nuestros clientes, redactado por el Dr. Jorge Alonso. Médico, MN 67.640, Director del posgrado de Fitomedicina de la U.B.A. y Presidente de la Sociedad Latinoamericana de Fitomedicina.
Síndrome do Cólon Irritável (Parte 1)
O cólon irritável, cuja denominação mais exata é «Síndrome do Intestino Irritável» (SII), é um quadro crônico e recidivante caracterizado pela existência de dor abdominal e/ou mudanças no ritmo intestinal, acompanhados ou não de uma sensação de distensão abdominal, sem que se demonstre uma alteração na morfologia ou no metabolismo intestinais, nem causas infecciosas que o justifiquem. Também se denominou colite nervosa, colite espástica ou cólon espástico. Todas estas denominações se consideram hoje errôneas e incompletas.
Causas
Até hoje, não se conhece nenhum mecanismo único que explique por que os pacientes com cólon irritável sofrem estes sintomas de forma crônica e recidivante. Desde um ponto de vista geral, o mais aceito e demonstrado é que existem alterações da motilidade e/ou da sensibilidade digestiva, influenciadas por fatores psicológicos. Além disso, se propuseram outras diferentes alterações que também poderiam influir nesta doença: gastroenterite, intolerâncias alimentares, alterações hormonais e fatores genéticos.
Pessoas que o padecem
Mostra uma clara predileção pelas mulheres (14-24% frente aos 5-19% nos homens). Costuma aparecer antes dos 35 anos, diminuindo sua incidência a partir dos 60 anos. É mais frequente em pacientes com outras patologias digestivas funcionais (sobre tudo dispepsia, alterações da microbiota intestinal), em mulheres com alterações ginecológicas (dismenorreia) ou padecentes de fibromialgia, e em pacientes com doenças psiquiátricas (bulimia, depressão, esquizofrenia).
Sintomas
Os sintomas digestivos próprios são a dor e a distensão abdominal, e a alteração do ritmo evacuatório intestinal.
• Dor abdominal: costuma ser difusa ou localizada em hemiabdome inferior, habitualmente não irradiada, de tipo cólico, opressivo ou punzante, em geral leve ou de moderada intensidade, com uma duração inferior às duas horas, que alivia após a defecação e que costuma respeitar o sono. O início ou a presença da dor abdominal se associa habitualmente com desejos de defecar ou com mudanças na frequência ou consistência das dejeções e frequentemente, o paciente relaciona seu começo com a ingestão de algum alimento.
• Alterações do ritmo intestinal: podem manifestar-se com predomínio da constipação (majoritariamente) ou da diarreia, ou de forma alternada diarreia-constipação.
• Outros: A distensão abdominal e o meteorismo se desenvolvem progressivamente ao longo do dia. São frequentes a saciedade precoce após a ingestão, as náuseas, os vômitos e a azia torácica (pirose). Outros sintomas são a sensação de evacuação incompleta (tenesmo) e a presença de muco nas dejeções.
Diagnóstico
O diagnóstico se baseia em uma minuciosa história clínica junto a uma completa exploração física, as quais nos orientarão para a possibilidade de tratar-se de um cólon irritável. Então, para completar o diagnóstico de suspeita, deveremos realizar diversos exames complementares que nos permitam descartar a existência de patologia orgânica (diagnóstico por exclusão). Entre estes exames complementares podemos incluir análises gerais e específicos de sangue, urina e fezes, estudos radiológicos de abdome com e sem contraste, ultrassonografia abdominal e videossigmoidoscopia/colonoscopia. Dependendo dos sintomas e da idade do paciente, determinaremos em cada caso os exames mais adequados para chegar ao diagnóstico.
Diagnósticos diferenciais
O mais comum é diferenciar o cólon irritável de outros quadros que cursem com sintomas similares. Entre eles destacamos:
• Doença diverticular
• SIBO (Supercrescimento Bacteriano no Intestino Delgado)
• Megacólon
Os estudos complementares indicados no parágrafo anterior nos podem servir para descartar alguns destes quadros. No caso do SIBO se pode recorrer à prova do hálito ou teste de lactulose (mede a quantidade de hidrogênio e metano que se exhala após beber uma mistura de água e glicose).
Ele continuará em segunda parte.