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  • Extratos vegetais, uma indústria…
  • 15/11/2022
  • Extratos vegetais, uma indústria sustentável e em crescimento

    Os extratos vegetais são substâncias que se obtêm das plantas mediante metodologias e técnicas específicas. Segundo suas características, podem ser utilizados no desenvolvimento de fármacos, cosméticos ou alimentos entre outros. "A indústria dos extratos vegetais é promissora e sustentável", assinala o Dr. Guillermo Lotz, diretor do Laboratório PROYAR, com o qual CEPROCOR subscreveu recentemente um convênio de vinculação.

     

    Os extratos vegetais são componentes químicos presentes nas plantas, que contêm o que se denomina "princípios ativos". Estes princípios ativos possuem uma determinada ação farmacológica sobre o organismo. Mediante um desenvolvimento tecnológico específico, se utilizam para a formulação de cosméticos, alimentos, medicamentos ou agroquímicos orgânicos.

    O diretor do Laboratório PROYAR, Dr. Guillermo Lotz, expressa a modo de inumeráveis exemplos, como os extratos vegetais se utilizam cada vez mais para diversas aplicações. Em setores como o da produção avícola ou suína a utilização de extratos vegetais nos alimentos e água que consomem os animais é relevante. Ajuda a manter sua saúde, seu sistema imunológico, o que possibilita produções mais sustentáveis. Por exemplo, se utiliza cúrcuma, alcachofra e outros componentes para tal fim.

    Uma revolução em cosmética se deu a partir da utilização destes extratos também. Entre várias matérias-primas, um exemplo é a calêndula, que pode ser utilizada como cicatrizante ou antisséptico, de uso generalizado em bebês ou em mães.

    Se conhecem também os benefícios da camomila ou do aloe. Sobre este último, segundo o princípio ativo que se utilize da planta, pode transformar-se em um laxante ou um protetor gastrointestinal. O lapacho ou o própolis, que têm grande incidência no sistema imunitário, "se utilizaram muito e com muito bons resultados no período de pandemia", assevera o Dr. Lotz.

    Cabe considerar, igualmente, que os extratos vegetais têm que ser elaborados por laboratórios autorizados e receitados por profissionais da saúde, porque ainda que possam apresentar menos contraindicações que outros produtos não naturais, as doses devem ser as adequadas na hora de serem administrados.

     

    COMO SE OBTÊM OS EXTRATOS VEGETAIS?

    Se utiliza a droga vegetal que é a parte da planta que -se conhece- contém os princípios ativos que se requerem. Por exemplo, essa droga vegetal pode encontrar-se –segundo cada caso- em uma flor, no caule de uma planta ou em uma parte da folha, na casca ou na raiz. Essas partes biológicas se acondicionam no laboratório e se realiza a extração dos princípios ativos desejados.

     "A ciência tem um conhecimento amplo a respeito do que são as estruturas químicas que contêm as plantas e as ações que têm sobre o organismo. Nós controlamos que esses princípios ativos estejam presentes nas drogas vegetais que utilizamos. Dessa forma, nos asseguramos que as matérias-primas têm a qualidade necessária para depois serem utilizadas na elaboração dos extratos vegetais. Esse controle se realiza mediante distintas técnicas e ensaios", explica o especialista. Uma vez obtido esse extrato vegetal, se desenvolve o produto que o contém, para ser utilizado segundo a aplicação para a qual foi planejado.

     

    UM PESTICIDA ORGÂNICO COM POSSIBILIDADES DE EXPORTAÇÃO-APORTES DO CEPROCOR

    Na atualidade, o Laboratório Proyar –entre outros diversos produtos- está desenvolvendo um pesticida orgânico derivado de um vegetal, com características de micro-nanoestrutura, com diversas possibilidades de formulação.

    O Dr. Lotz assinala que "a vantagem que tem um pesticida orgânico como este é, em primeiro lugar, sua efetividade para atacar uma praga determinada. Além disso, não é agressivo ao meio ambiente, é sustentável. Se pode utilizar no tempo, nas distintas colheitas. Por outra parte, quando se degrada também pode formar parte do próprio alimento das plantas. Isto é, pode ser considerado como um fertilizante".

    A formulação deste pesticida com micronanotículas possibilita uma efetividade maior do produto e as doses que se empregam são menores.

    O pesticida pode ser utilizado tanto pelo setor agropecuário como pelo doméstico, e inclusive por quem possui suas próprias hortas orgânicas, seja para consumo próprio ou para comunidades reduzidas, por exemplo.

    "Algo interessante, desde o ponto de vista comercial, é que ao ser orgânico não tem restrições para ingressar nos mercados internacionais", indica o Dr. Lotz. Por outra parte, cabe assinalar que se observa um movimento crescente de consumidores que se interessam por produtos de origem natural, o que converte este tipo de desenvolvimento em um nicho de mercado relevante.

    Para o desenvolvimento deste produto o laboratório PROYAR contou com o aporte do CEPROCOR. Se trabalhou em um projeto destinado a conseguir estruturas micronanométricas (partículas muito pequenas) capazes de conter o extrato em seu interior. "As estruturas são como umas pequenas bolsinhas", explica o Bioq. Mauricio Turco, cientista do Centro que trabalhou no estudo. Estas estruturas estão formadas por outros compostos. Neste ponto, os estudos do Ceprocor se orientaram a observar como estes compostos possíveis para armar a estrutura interatuam com o extrato, para obter depois um produto eficaz. Também o Ceprocor aportou outros estudos vinculados à estabilidade do produto, entre outras atividades.

    A respeito deste projeto, o pesquisador do Centro assinalou: "A participação em estudos como este afiança a ferramenta do conhecimento local, gerado através de muitos anos de trabalho. Além disso, permite fidelizar nosso papel e dirigi-lo para os horizontes que visualizam nossas indústrias e economias".

    UM NICHO DE MERCADO PROMISSOR E SUSTENTÁVEL

    "Acredito que o futuro para os produtos de origem natural, e os extratos vegetais em particular, é muito promissor. É preciso seguir pesquisando e desenvolvendo. Este tipo de indústria não é incompatível com outros tipos de indústrias, senão que vem a contribuir com uma atividade humana mais sustentável para o planeta, preservando o ambiente, a nossas gerações e a gerações futuras. Temos que evoluir nessa direção: copiando e aprendendo da natureza. A natureza sempre otimiza os recursos. Não desperdiça energia senão que utiliza a estritamente necessária", expressa o diretor de Proyar.

     

    CONVÊNIO DE VINCULAÇÃO COM O CEPROCOR

    A vinculação de Proyar com CEPROCOR data de vários anos atrás. Não obstante isso, recentemente se subscreveu um convênio de vinculação, mediante o qual se dá continuidade ao trabalho colaborativo e formaliza atividades de assistência técnica, estudos e caracterizações analíticas específicas; desenvolvimento, validação e transferência de metodologias analíticas; projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) colaborativos; articulação para a apresentação e gestão conjunta de financiamento externo para a execução de projetos conjuntos, entre outras.

    O convênio foi subscrito pelo ministro de Ciência e Tecnologia Pablo De Chiara e o Dr. Guillermo Lotz, diretor do laboratório PROYAR. Acompanharam o Vice-presidente do CEPROCOR, Federico Priotti; a Diretora de Vinculação, Luciana Beladelli e o pesquisador Mauricio Turco, coordenador da Unidade de Separações Analíticas do CEPROCOR, que interveio nos últimos desenvolvimentos transferidos à empresa.

    "É muito importante que existam este tipo de instituições científico-tecnológicas, públicas ou público-privadas para as PMEs e a indústria de Córdoba. Isto permite que se gere uma maior competitividade tanto entre as empresas locais como do resto do país. Nós nos temos que inserir dentro da produção internacional. Para isso necessitamos ferramentas tecnológicas para conseguir ainda maior competitividade. Neste sentido, o CEPROCOR ou outros centros também tecnológicos são importantes", expressava o Dr. Lotz em Conversações – 30 anos de Ciência Cordobesa e agregava: "Com este tipo de instituições científico-tecnológicas podemos avançar muitíssimo e conseguir produtos novos, inovar, melhorar a eficiência ou processos que já existem".

     

    Fonte: CEPROCOR

     

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