Do Laboratório Proyar queremos compartilhar com vocês a 1ª parte de um artigo exclusivo para nossos clientes, redigido pelo Dr. Jorge Alonso, médico, CRM 67.640, Diretor da pós-graduação em Fitomedicina da U.B.A. e Presidente da Sociedade Latino-Americana de Fitomedicina.
Osteoporose (Parte 1)
Com o termo osteoporose, faz-se referência ao quadro caracterizado por uma diminuição da massa óssea resultante de um processo de desmineralização que, nos casos mais graves, pode levar à fratura do(s) osso(s) comprometido(s). Como existem outras doenças (muito menos frequentes) que também podem acarretar uma diminuição da massa óssea (osteomalácia, osteíte fibrosa cística, mieloma), alguns médicos preferem utilizar o termo osteopenia para englobar todo o conjunto de doenças que apresentam esse tipo de processo, sendo então a osteoporose a causa mais frequente de todas as osteopenias existentes.
Para o diagnóstico de osteopenia, a massa óssea total deve ser menor que a esperada de acordo com o sexo e a idade do paciente. Em geral, afeta pessoas com mais de 45 anos, com grande predominância no sexo feminino (15 a 20 vezes mais frequente do que no homem), em sua fase pós-menopausa. Isso não significa que não existam casos prematuros ou juvenis, mas, na verdade, são muito escassos ou raros de encontrar. Com relação aos antecedentes familiares ou hereditários, estes não desempenham um papel muito importante na transmissão da doença, embora os descendentes de pais osteoporóticos geralmente apresentem uma maior incidência de desenvolver a enfermidade em comparação com os descendentes de pais não osteoporóticos.
Estatísticas
• Se a prevalência atual da doença continuar e a taxa de longevidade seguir em ascensão, estima-se que no ano de 2040 o percentual de afetados duplicará, sendo a osteoporose a PRINCIPAL CAUSA DE MORTE até então.
• Aos 70 anos, 25% das mulheres terão sofrido uma ou mais fraturas devido à osteoporose. Aos 80 anos, os números atingem 40%. Esse percentual elevado é equivalente ao risco de sofrer uma doença coronária nessas mesmas idades.
• Quase metade da população mundial afetada DESCONHECE que a possui ou está mal diagnosticada. Considere o seguinte: todo indivíduo com mais de 45 anos que perde mais de dois centímetros de altura em um ano apresenta um sinal seguro de osteoporose.
• 25% das fraturas de quadril devido à osteoporose NUNCA RECUPERARÃO A MOBILIDADE.
• Entre 12% e 20% dos afetados por fraturas de quadril MORREM devido a complicações relacionadas a elas.
• Estima-se que 25-30% das mulheres brancas e orientais pré-menopáusicas terão a doença. Na população negra, o percentual atinge 20%.
• Pacientes vegetarianas têm 50% menos probabilidade de desenvolver osteoporose.
Como são constituídos os nossos ossos?
Os ossos possuem uma estrutura celular que, para atingir o grau de rigidez, deve ser impregnada por determinados minerais, principalmente cálcio e fósforo, os quais se inserem na forma de cristais sobre uma rede de fibras de proteínas interconectadas principalmente pelo tecido de colágeno. Dessa forma, compreendemos que as substâncias minerais determinam a dureza do osso, enquanto o tecido de colágeno é responsável pela flexibilidade do mesmo. Na infância, a quantidade de minerais que se depositam é maior do que a que se pode perder. À medida que o ser humano se desenvolve, o osso cresce longitudinalmente até que os extremos terminais se completem definitivamente (fechamento epifisário). No entanto, a partir da vida adulta, continuam ocorrendo mudanças que determinam a formação de novo osso a partir da incorporação de certos minerais (cálcio, fósforo, magnésio, etc.), crescimento este que é contrabalançado pela igual perda (reabsorção) de material ósseo. Isso determina que a composição óssea esteja em constante movimento e equilíbrio até aproximadamente os 40 anos de idade.
A partir dessa idade, os processos de reabsorção começam a prevalecer sobre os de reposição. Por exemplo, as vértebras, os ossos do punho e a cabeça do fêmur (quadril) sofrem esse processo com maior rapidez do que o restante, tornando-se assim as áreas mais propensas a fraturas. A perda de massa óssea inicia-se no final da terceira década de vida, sendo essa perda de aproximadamente 8% por década nas mulheres e 3% nos homens. Os valores menores nos homens devem-se ao fato de que eles apresentam, constitucionalmente, 10-15% a mais de massa óssea do que as mulheres.
Cabe destacar que os indivíduos mais altos perdem menos massa óssea do que os de estatura mais baixa. Portanto, os indivíduos de baixa estatura devem consumir mais cálcio na juventude, considerando que a reserva óssea de cálcio é máxima aos 25 anos e a partir daí começa a diminuir. Os hormônios (por exemplo, estrogênios) desempenham um papel importante na proteção óssea, já que a ausência deles (como ocorre na menopausa) determina uma maior incidência de osteoporose. Outros elementos a serem considerados são a vitamina K e a paratormona.
Um dos problemas que muitos médicos encontram é que, geralmente, esse processo NÃO gera sintomas, e, por vezes, o surgimento de uma fratura espontânea alerta sobre a situação. Alguns pacientes experimentam dores difusas, que podem ser confundidas com outros processos. Os ossos que costumam estar mais expostos a fraturas são:
• Ossos do punho (parte distal do rádio ou da ulna: fratura de Colles).
• Vértebras (na maioria dos casos, as dorsais).
• Colo do fêmur (que determina a fratura do quadril).
Ele continuará em segunda entrega.