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  • Osteoporose (Parte 3)
  • 8/08/2022
  • Do Laboratório Proyar queremos compartilhar com vocês a 3ª parte de um artigo exclusivo para nossos clientes, redigido pelo Dr. Jorge Alonso, médico, CRM 67.640, Diretor da pós-graduação em Fitomedicina da U.B.A. e Presidente da Sociedade Latino-Americana de Fitomedicina.

     

    Osteoporose (Parte 3) Ver segunda parte

    Tratamento

    Alimentação
    São numerosos os estudos que demonstraram que pessoas que seguem uma dieta ovo-lácteo-vegetariana apresentam uma incidência da doença muito menor do que aquelas cuja dieta é predominantemente carnívora. Isso ocorre porque o alto consumo de proteínas fornece uma grande quantidade de enxofre e fósforo, o que diminui a alcalinidade do fluxo sanguíneo. Para eliminar a acidez do meio, a paratormona retira cálcio dos ossos e do tecido dentário, com o consequente prejuízo da matriz óssea. Além disso, a eliminação de cálcio pela urina aumenta. Por outro lado, os alimentos ricos em ácido oxálico e ácido fítico formam complexos denominados oxalatos de cálcio e fitatos de cálcio, que não são absorvidos pelo organismo e, portanto, não se incorporam ao osso.

    Entre os alimentos que formam oxalatos temos chocolate, funcho, couves, acelga, ruibarbo, espinafre e entre os que formam fitatos temos alguns cereais, como o pão preparado com farinhas de alto índice de extração (100% para o pão integral e 85% para o pão preto). Ao que parece, o fato de adicionar arroz aos vegetais ricos em oxalatos de cálcio bloquearia a formação destes.

    O consumo de laticínios bovinos continua sendo tema de discussão devido à chamada “paradoxo Suíço”, já que, sendo o país com maior consumo de laticínios do mundo, apresenta uma das taxas mais altas de osteoporose na Europa. Os laticínios poderiam gerar citocinas pró-inflamatórias, com redução do pH, o que foi constatado em vários estudos. Além disso, o alto consumo de gorduras saturadas e proteínas animais nesse país provoca um efeito nocivo sobre os ossos, ao que se soma o fator mecânico determinado pelo excesso de peso.

    Nesses casos, recomenda-se consumir peixes gordurosos (sardinha, enguia, arenque, cavala, salmão) uma vez por semana. Os peixes gordurosos são excelentes fontes de vitamina D, assim como de ácidos graxos ÔMEGA-3, sendo preferidos ao consumo de carnes vermelhas. Os cogumelos (como os champignons) e o brócolis também são fontes de vitamina D. Sementes como gergelim, quinoa e amaranto são recomendáveis. Todo vegetal folhoso e até mesmo os cítricos contêm cálcio (embora não em altas concentrações). Embora o café contenha uma boa quantidade de cálcio, quando preparado com água (principalmente com águas ricas em cálcio), a maior parte deste mineral se deposita como carbonato de cálcio no fundo da chaleira ou cafeteira.

    Pessoas que sofrem de intolerância à lactose do leite podem optar por consumir outras fontes de cálcio. O leite de cabra, de zebu e de búfala não contém os elementos pró-inflamatórios (ligados a certas proteínas) encontrados na maioria das vacas argentinas. Quanto aos queijos, observou-se que o Cheddar apresenta a maior concentração de cálcio. Em ordem de importância, seguem os queijos Parmesão e Gruyère.

    O consumo excessivo de cálcio não é bom para o organismo, pois impede a absorção desse mineral no intestino. Os sintomas são: sede, diminuição do apetite, vômitos, constipação, fadiga psicofísica, sonolência, palpitações e risco de litíase (cálculos) nas vias biliares ou urinárias. A dose diária recomendada (DDR) de cálcio varia entre 1000 e 1500 mg, acrescendo-se 400 mg adicionais durante a gravidez e a amamentação. Nos casos em que é necessário administrar um suplemento na forma de cápsulas, comprimidos ou tabletes, deve-se prescrever um cálcio de fácil absorção, seja na forma de quelato ou citrato.

    Tratamentos Naturais
    Dentro da ampla variedade de tratamentos naturais para prevenir e combater a osteoporose, sem dúvida a fitoterapia (tratamento através de plantas medicinais) é a que reveste maior importância. Uma boa fonte de minerais é a cauda-de-cavalo ou equiseto. Caracteriza-se por ser uma rica fonte de minerais, especialmente de sílica. Por possuir efeito diurético, os pacientes hipotensos devem ter cuidado com a pressão arterial. É consumida como tintura ou decocção.

    O castanheiro-da-Índia (Aesculus hippocastanum) é uma árvore originária da Grécia (não da Índia, como o nome sugere), sendo utilizada sua casca na forma de decocção, preparada da mesma forma que a cauda-de-cavalo. É rica, entre outras coisas, em cálcio e fósforo. Existem cápsulas, comprimidos e tinturas, que podem ser combinados com a cauda-de-cavalo.

    Outra fonte rica em minerais é a urtiga (Urtica dioica), que representou uma fonte nutritiva excepcional durante a Segunda Guerra Mundial (consome-se em saladas, fresca ou crua, eliminando os pelos urticantes). Caso contrário, podem-se preparar as folhas e raízes (60 g) em um litro de água na forma de decocção, tomando uma xícara antes de cada refeição. De forma semelhante, aparecem as folhas de taco-de-rainha ou virreina (Tropaeolum majus), que podem ser consumidas em saladas.

    Também é importante a alfafa (Medicago sativa) devido à sua rica composição em minerais: cálcio, fósforo, ferro, magnésio, sílica e potássio. Em infusão, toma-se uma colher de sobremesa por xícara, adicionada à água quente. Deixa-se repousar por 10 minutos e tomam-se 3 xícaras ao dia. Caso contrário, de forma mais prática, pode ser consumida como tintura ou comprimidos. É muito rica em vitamina K, beneficiando os processos de coagulação. Pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico devem abster-se de tomá-la. Também não deve ser consumida por longos períodos de tempo (2-3 meses no máximo, seguidos de períodos iguais de suspensão), pois pode reduzir os níveis de células sanguíneas. Por fim, não devemos esquecer das isoflavonas da soja, que demonstraram reduzir a perda mineral em mulheres na menopausa (consumidas em comprimidos).

     

VADEMECUM / OUTRAS DROGAS VEGETAIS

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