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  • Plantas do fígado (Parte 1)
  • 17/03/2025
  • Do Laboratório Proyar queremos compartilhar com vocês a 1ª parte de um artigo exclusivo para nossos clientes, redigido pelo Dr. Jorge Alonso, médico, CRM 67.640, Diretor da pós-graduação em Fitomedicina da U.B.A. e Presidente da Sociedade Latino-Americana de Fitomedicina.

    Plantas do fígado (Parte 1)

    O fígado, a vesícula e as vias biliares cumprem um papel muito importante durante o processo da digestão, já que a função colerética do fígado, a função colagoga da vesícula e a boa tonicidade das vias biliares devem trabalhar harmonicamente para conseguir o objetivo. A produção diária de bile é de uns 500 a 1200 ml, a qual está preparada para atuar através da chegada de comida à mucosa do intestino delgado, sinal este que permite se libere colecistoquinina, hormônio ativador do mecanismo de contração vesicular, com a consequente abertura do esfíncter de Oddi, permitindo a chegada final da bile ao intestino.

    Functional deregulation between the liver, gallbladder, and bile ducts may be due to different factors, including a decrease in solubilizing substances such as lecithins and bile salts, an excess of cholesterol, pigments, or calcium salts that, when precipitating, act as lithogenic elements (stone-forming), or both mechanisms at the same time. In cases of dysfunction, herbal drugs with cholagogue, choleretic, mixed, and hepatoprotective activity may be used.

    Atividade Colerética
    É a atividade que vai permitir uma maior formação de bile. Antigamente se costumava usar bile de boi nas apresentações comerciais de produtos hepáticos. Hoje quase não se emprega. Se o aumento é à custa da concentração de ácidos biliares da bile, as plantas que assim atuam recebem o nome de coleréticos propriamente ditos. As plantas coleréticas estão contraindicadas em casos de oclusão das vias biliares e em estados degenerativos hepáticos (cirrose) já que a estimulação do hepatócito pode agravar a patologia. Entre as plantas coleréticas contamos com a raiz de bardana (Arctium lapa), a sumidade florida da celidônia (Chelidonium majus), a folha e raiz de chicória (Cichorium intybus), o rizoma de cúrcuma (Curcuma longa), as folhas e partes aéreas da sálvia (Salvia officinalis).

    Atividade Colagoga
    Determinada por plantas que favorecem a evacuação de bile desde o fígado até a vesícula biliar e desta ao intestino delgado para ali colaborar na função de digestão das gorduras. Ao igual que com as plantas coleréticas, em casos de oclusão das vias biliares as plantas colagogas estariam contraindicadas pelos efeitos adversos que provocam. Entre as principais plantas colagogas temos as folhas da babosa (Aloe barbadensis), carqueja (Baccharis articulata), oliveira (Olea europea) e raiz do rabanete (Raphanus sativus). No caso da babosa, se manejam doses baixas para conseguir efeitos colagogos.

    Continuaremos na segunda parte.

VADEMECUM / OUTRAS DROGAS VEGETAIS

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